quarta-feira, 31 de março de 2010
A gente se acostuma
A gente se acostuma a ficar chateado, a ser magoado, a levar tapa no rosto e ficar calado. A engolir tudo e mais um pouco, e ter indigestão por ter engolido mais do que cabe no estômago. A gente se acostuma a ser obrigado a parecer forte, a forçar levantar a cabeça quando ela está pesanda demais, a continuar caminhando sobre espinhos e navalhas, a mastigar um punhado de agulhas, a sangrar... A gente se acostuma a esconder a tristeza, a usar a máscara, a mentir que está bem, a forçar o sorriso, a sofrer sozinho, a esconder a dor, a esconder o pranto... A gente se acostuma...Mas não devia.
terça-feira, 30 de março de 2010
Fato ³
Nem sempre temos certeza de tudo que fazemos. E ás vezes sabemos que podemos nos arrepender depois, mas mesmo assim continuamos a fazê-lo. Mas, passada a emoção do momento caímos em nós mesmos e pensamos sobre oque devemos carregar em nossa vida: amarguras? tristezas, brigas? INIMIGOS? AMIGOS?...
E nessa histórias vemos o quanto somos arrogantes e prepotentes de achar que podemos estar acima dos outros. Julgamos os errados e elevamos os certos. Mas, desde quando temos o direito de julgar o certo e o errado?
Quando percebemos isso e amamos as pessoas a nossa volta nossa vida fica bem melhor. Pois o Universo traz a nós oque nós levamos a ele. Portanto, não devemos ficar guardando mágoas de alguém. Principalmente se fomos orgulhosos e não queríamos ver qual deveria ser nossa verdadeira ação: a ação filantrópica, a ação do bem ao ser humano.
E nessa histórias vemos o quanto somos arrogantes e prepotentes de achar que podemos estar acima dos outros. Julgamos os errados e elevamos os certos. Mas, desde quando temos o direito de julgar o certo e o errado?
Quando percebemos isso e amamos as pessoas a nossa volta nossa vida fica bem melhor. Pois o Universo traz a nós oque nós levamos a ele. Portanto, não devemos ficar guardando mágoas de alguém. Principalmente se fomos orgulhosos e não queríamos ver qual deveria ser nossa verdadeira ação: a ação filantrópica, a ação do bem ao ser humano.
Fato ²
Às vezes olhamos tão pra dentro de nós que nem vemos o ser humano ao nosso lado. Esquecemos da grande lei: ame e será amado. Sim. Pois, se todos se amarem onde estará a guerra? Onde estará o ódio? Mas, não. As pessoas preferem se julgar certas e sendo certas estão acima dos outros, correto? Bem. Não deveria ser assim, mas as pessoas pensam assim.
Como poderia ser bem melhor o mundo se ao invés de julgar se deixássemos de procurar defeito nos outros e procurássemos qualidades. Devemos procurar oque temos em comum e não onde divergimos.
Por que não julgamos que estamos todos certos? Pois, afinal podemos estar. De nada adianta viver dizendo a si mesmo que não precisa dos outros. Em real, precisamos.
Como poderia ser bem melhor o mundo se ao invés de julgar se deixássemos de procurar defeito nos outros e procurássemos qualidades. Devemos procurar oque temos em comum e não onde divergimos.
Por que não julgamos que estamos todos certos? Pois, afinal podemos estar. De nada adianta viver dizendo a si mesmo que não precisa dos outros. Em real, precisamos.
Um fato
Não sei ser metade. Não consigo ser "mais ou menos".
Meio termo é uma abstração enorme pra mim.
Quando sou amiga, sou amiga por inteiro. Abro minha casa pra abrigar os expatriados; pago a viagem, o jantar ou o café; vou pro tribunal junto; divido apartamento pra facilitar a vida; atendo o telefone no meio da madrugada pra consolar. Sou inteira amiga. Compro o barulho, ofereço a mão, o ombro e a roupa de madrinha. Qual o problema? Quando gosto de alguém, gosto por inteiro. Gosto do mau humor matinal, das poucas e profundas palavras, dos pequeninos gestos de carinho, das risadas, do tempo compartilhado. Gosto por inteiro, inclusive dos defeitos.
Por isso, digo aqui em alto e bom som que cansei!
Agora só quero o que for inteiro. Porque nenhuma metade me satisfaz. Nem mesmo a metade do pão.
Meio termo é uma abstração enorme pra mim.
Quando sou amiga, sou amiga por inteiro. Abro minha casa pra abrigar os expatriados; pago a viagem, o jantar ou o café; vou pro tribunal junto; divido apartamento pra facilitar a vida; atendo o telefone no meio da madrugada pra consolar. Sou inteira amiga. Compro o barulho, ofereço a mão, o ombro e a roupa de madrinha. Qual o problema? Quando gosto de alguém, gosto por inteiro. Gosto do mau humor matinal, das poucas e profundas palavras, dos pequeninos gestos de carinho, das risadas, do tempo compartilhado. Gosto por inteiro, inclusive dos defeitos.
Por isso, digo aqui em alto e bom som que cansei!
Agora só quero o que for inteiro. Porque nenhuma metade me satisfaz. Nem mesmo a metade do pão.
Desapego
Será que é fácil desapegarmos das coisas pelas quais damos forma,alimento,amor,carinho?
Palavra intrigante...
Desapego é a indiferença, é o despreendimento de tudo e de todos, quando percebemos que tudo, na verdade vira nada.
Palavra intrigante...
Desapego é a indiferença, é o despreendimento de tudo e de todos, quando percebemos que tudo, na verdade vira nada.
As mudanças e o passado...
Ou a gente tem que ser forte o suficiente pra poder dar a cara a tapa sofrer com as mudanças e ser feliz daí pra frente.....???
segunda-feira, 29 de março de 2010
Lúcida em excesso
“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto,eu consisto,amém”.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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