sábado, 16 de julho de 2011

Então que seja doce

"Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar.
Não se pode: é pecado, é proibido.
Não é possível adiar a vida."

Caio Fernando Abreu



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nem o amor, nem o ódio

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola.
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua... Não estamos nem aí. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Clichês

Nunca soube agradar ninguém. Mudar de melhor amigo(a) a cada dois meses. Ser falsa a um ponto ilimitado. Conviver forçadamente. Não me importar com as pessoas. Namorar sem gostar. Fingir amar. Gostar de uma banda porque eles gostam. Fazer de tudo pra não ser deixada pra trás. Imitar os outros. Viver em uma ilusão. Ser mesquinha. Fútil. Nunca me senti bem assim. Não vivo em meios que não me cabem, não tento me enturmar a qualquer custo, não me envolvo com coisas que não quero. Porque eu tenho orgulho próprio, senso de realidade, sentimentos, e influências externas só me abalam quando eu quero. A essência de ser eu, é só minha.

Preserve a sua.





Morre José Alencar

“Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele.
Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve”


José Alencar, (1931 - 2011)

sábado, 22 de janeiro de 2011

A prática de se doar

"Ninguém sabe o ponto certo de se doar e quanto vale à pena. É verdade... Às vezes, não vale. A gente se dá sem querer nada em troca. Por quanto tempo conseguimos encher copos de água para o outro enquanto morremos de sede? Não será essa atitude uma maneira de simplesmente alimentar o egoísmo do outro? É cômodo apenas receber..."

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

De passagem para 2011




Desde criança - mais precisamente quando comecei a entender o que poderia significar a palavra "esperança" -, sinto um frio na barriga todo 31 de dezembro.
A gente coloca tudo nele: as lembranças boas e ruins do ano que termina, os sonhos e desejos do ano que vai começar. Quando está junto de outras pessoas, você aposta isso no coração delas também. E pensa, vibra, torce por todos que ama.
Por tudo isso acho esse ritual mais do que necessário. O que seria da gente se não conseguíssemos sonhar nem que por uns minutos? Suspirar fundo, estampar um sorrisão e abraçar forte esta esperança que somos capazes de alterar a vida. Somos deuses de nós mesmos, ora.
E temos mais é que aproveitar.
Feliz ano novo, sempre!
Feliz 2011!! :D

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Me siga..

... nesse caminho
Que eu não quero seguir sozinho
Vamos chegar em algum lugar.
Quem sabe lá nós concordamos
Que o quanto nós erramos
Nós ainda vamos errar.